"Tudo depende do pôr-do-sol"

BRM200 – BH – Inconfidentes Pedalantes

Caros amigos, neste Domingo último (26/11/2017) tive o prazer de participar de mais um breve organizado pelos amigos da Inconfidentes Pedalantes aqui em Belo Horizonte/MG. Sendo essa a primeira do calendário 2018, e começando pela capital mineira e região metropolitana com suas subidas, partes urbanas que exigem navegação além de um bom condicionamento e equipamentos em dia!!!

Pra iniciar, os meus mimimis pessoais, que não justificam, mas servem de alerta para aqueles que pretendem fazer o seu primeiro brevet num dos diversos clubes Randonneur espalhados pelo mundo afora!!! Então, após a participação do L’Étape Brasil, em Cunha/SP – esta que direciono (ou tento) os meus treinos, tirei o pé do pedal, ou seja, treinei muito pouco desde então. Adicionado a isso mais dois fatores: Horário de Verão – não curto muito pois meus treinos são iniciados às 05h30, e no início deste horário eu preciso acordar no mínimo uns 30 minutos antes da saída, e que no horário normal seria em torno das 04h00 (tenso)!!! E o outro fator é a Chuva, que dada a estação começa nesta época, impossibilitando alguns treinos – como não tenho Rolo de Treino, as coisas ficam um pouco complicadas (e num futuro próximo irei resolver essa questão). A parte destes “inconvenientes”, na faculdade é época das provas finais de semestre, e com isso o foco é acabar logo o oitavo período de Engenharia Civil…

Com isso chegou a semana do BRM200 – BH, junto um probleminha de saúde que perdurou por quase toda a semana, quase colocando em risco a minha participação. Dessa vez nem tive tempo de revisar a minha Roubaix, como tenho pedalado pouco, apenas limpei os componentes e lubrifiquei a corrente!!! Quanto à alimentação, a semana foi desregrada, e para a prova separei o carboidrato em gel (5), além do repositor isotônico em pó (2) que tinha em casa, além de deixar a água gelada para iniciar a prova!!! Eletrônicos carregados, partiu bairro Ouro Preto (regional Pampulha) para encontrar a turma do pedal!!! No mesmo dia houve os desafios 50 e 100km, que é bem legal para ver novos rostos e perceber a adesão dos amantes do ciclismo nesta que é a modalidade capaz de unir muito as pessoas por sua capacidade inclusiva, que independe de sexo, idade, velocidade, equipamento e diversos outros fatores – ou seja: para todos!!!

Na chegada ao local deu tempo de dar um abraço no amigo Everton Paiva, que saiu dirigindo de Conselheiro Lafaiete para BH naquela manhã para participar da prova!!! Assinatura feita do Termo de Responsabilidade com o amigo Schetino, vistoria com o amigo Andrei, um abraço no Mundim, e partiu BRM200!!!

A parte urbana realmente exige do participante, na minha opinião, duas coisas: boa navegação e total atenção a tudo a sua volta. Quanto a navegação, é fornecido as referências de todo o trajeto, assim como, a possibilidade de baixar o mapa para os aparelhos que possuem GPS (ajuda e muito esse tipo de equipamento); e atenção é fundamental, pois por se tratar de trechos urbanos, além de motoristas que acreditam ser pilotos de corrida, há pedestres desatentos e ciclistas de passeio – todos esses fatores podem causar um acidente se não tivermos a devida atenção.

Neste BRM200 teve como característica interessante (mais uma vez) os PCs Fotográficos, alguns reclamam da quantidade, mas eu gosto por diversos motivos, e os principais são: fracionamento da prova para saber se estou no caminho certo (mesmo com o uso do GPS), e claro: conhecer e se integrar mais com os lugares por meio das fotos, que ficam guardadas conosco!!!

Seguindo então os desafios, o primeiro PCF1 (PC Fotográfico) era o Museu de Arte da Pampulha, sempre passei em frente e nunca parei: essa foi a oportunidade, e qualquer dia desses quero visitar novamente e conhecer ainda mais!!! O dia seguiu nublado, mas com o clima ameno para pedalar!!! Em seguida mais navegação urbana até chegarmos ao PCF2 já com muitos randoneiros (randonneurs) já fazendo suas selfies e batendo um papo em frente ao Bar Jumento da Bota, no alto da subida!!! E nessa sequencia chegamos à Santa Luzia!!! Nessa cidadezinha, logo de manhã as pessoas deviam se perguntar de onde saiu tanta gente de bicicleta passando por lá, e claro: todos com os dizeres de “Bom dia”!!! E lá mesmo encontramos o PCF3, na Igreja Matriz de Santa Luzia, praticamente com os mesmos companheiros de pedal e suas fotos e conversas… E nesse ponto eu parti um pouco antes da galera, afinal, faltavam ainda mais de 160km. Pegando um bom trecho de estrada, com pouco trânsito e um bom asfalto para pedalar, o destino era tirar uma foto no PCF4, lá no Mosteiro Macaúbas, por curioso entrei pedalando em meio àquelas pedras, quase tive um tombo gratuito ali, a sorte que soltei o taquinho em tempo!!! Pouco metros depois estava o oficial PC1, no Trilhas da Serra, onde o Mundim estava nos esperando com o bom humor de sempre!!! Ali era tempo de carimbar o passaporte, comer umas frutas (banana e melancia), abastecer a garrafa de água e partir… O próximo PCF5 foi em frente à entrada da Prefeitura de Santa Luzia, e lá tinha uns meninos curiosos perguntando de onde e para onde estávamos indo: bom ao menos comigo perguntaram!!! Lembrando que nesse trecho uma leve garoa ajudou a manter a temperatura do corpo amena e em condições boas para pedalar!!! Depois dessa foto e selfie era estrada até o PC2 na Churrascaria Carijó, e lá cheguei pouco antes do meio-dia, ou seja: tempo de almoço!!! Com os amigos Andrei e Diogo para assinar o passaporte!!! Comida de graça, melhor dizendo: macarrão gratuito, sempre bem-vindo nesse tipo de prova!!! Novamente abasteci a garrafinha de água pois agora começava o grande desafio: barriga cheia, mais da metade da altimetria a ser cumprida, e o Sol estava nos aquecendo com temperatura acima de 30 graus Celsius!!!!! E de cara: subida e mais subida até Matozinhos – e se tem subida de um lado haverá descida no outro, e vice-versa!!! O destino era tirar uma foto no PCF6 na Igreja Matriz Matozinhos, onde um bom senhor varrendo a calçada me confirmou que ali era mesmo a Igreja que eu precisava de uma foto!!! E se lembram da descida, agora ela virou subida para aquela descida refrescante da volta, e com acumulados 115km (mais ou menos isso)… Só posso dizer que tive uma parada na subida da PRECON, aquela que passa por trás do Aeroporto de Confins, e nessa parada (km125) eu estava pegando fogo, e para isso quase esvaziei uma garrafa de água na cabeça, braços e pernas; tirei manguito, toquinha na cabeça, e depois de uns 5 minutos ali, já começando a sentir uma dor na perna esquerda (olha a falta de treinos já querendo causar danos), voltei a subir, mais leve e confortável, sem pressa, afinal, estava num tempo bom de pedal, e nada que comprometesse… Passei em frente ao Aeroporto, e olhando para frente e para trás: ninguém. Sem problemas… E depois de um intervalo bom chega-se à Lagoa Santa, em mais um trecho com navegação urbana, em dia de Domingo os restaurantes cheios; e na hora da foto em frente ao Restaurante Maracujá (PCF7) estava apontando o celular para o mesmo, os clientes me olhavam com um tom de curiosidade muito engraçado, e seja de um lado ou outro da beira da lagoa, todos paravam para olhar!!! E deste ponto em diante entrei no desconhecido, não tinha idéia onde o GPS poderia me levar, só sabia que o nome era Lagoinha de Fora; no meio do caminho minhas garrafas estavam vazias, logo numa subida que era interminável, e ali parei para baixar os batimentos cardíacos e respirar fundo – nesse momento um colega randonneur passou por mim!!! Voltei a subir pedalando até que numa bifurcação entrei pela direita e o GPS avisou: “Fora do Percurso”, era pra entrar à esquerda!!! Rumo ao último PCF8, numa igrejinha bonita, no meio do nada, e de lá ir direto ao último PC3, onde o Mundim nos esperava para carimbar o passaporte!!! Na Padaria Maktub, onde comi muita melancia e banana, viria um Gatorade num gole só, abasteci as garrafinhas; a curiosidade desse PC foi a presença de uma família que interagiu muito com todos que ali pararam, a mulher em especial não parava de falar e perguntar de tudo sobre ciclismo, o que para mim foi pura diversão enquanto estive lá!!! E agora pergunto ao Mundim: “Como foi para você ficar tanto tempo lá respondendo às perguntas?” – eu fiquei uns 10 minutos e já fiquei impressionado!!! E bora!!! Pedalar!!! #AERP… Depois de uma leve descida, começaram as subidas, duas pra ser mais exato, nem olhei ainda a inclinação média, mas que foram duras: isso sim!!! E foi assim até voltar à Linha Verde, onde até consegui uns recordes pessoais, porém, com energia reservada para a subida de Vespasiano, com mais de 175km nas pernas foi para balançar o ciclista, as pernas tremendo, certas dores só acentuando o cansaço, mas o pedal tem que seguir, pois dali em diante o percurso é até mais leve se comparado ao que já ficou para trás… E assim foi com um pouco mais de navegação urbana, chegando à Lagoa da Pampulha, convivendo com os ciclistas de passeio e outros de rolezinho ziguezagueando na nossa frente (um perigo constante pedalar na Pampulha) – detalhe: no mesmo dia a Maíra Lemos (apresentadora da Globo Minas) sofreu um incidente pedalando, ela divulgou um vídeo nas redes sociais, daí pergunto: “Foi na Pampulha?” – não me espantaria se fosse, dado o número de perigos. Mas enfim, já pedalando como se estivesse num regenerativo, em ritmo bem leve, com dores nas pernas fui até o final, com uma subidinha boa até a Oficina da Bike, com o amigo Andrei filmando e saudando na chegada!!! Cansado era pouco, e eu estava travando na bike, nem conseguia sair direito, até que o Leandro (Oficina da Bike) tentou me oferecer ajuda e eu nem raciocinando estava, só lembro que ele trouxe um potinho com escondidinho, pensem numa comida bem feita – caramba: era o que eu precisava, comer algo salgado e tomar uma cerveja (que não tinha, mas sem problemas)!!! Bacana demais, 200 quilômetros completados em pouco mais de 10h36 de tempo total (09h16 de movimentação) – dadas as interrupções para as fotos em PCFs e PCs, fiquei muito contente com o resultado!!!

Para finalizar esse meu relato, primeiramente agradecer a minha esposa que permite essas minhas loucuras de pedalar longas distâncias, me ausentando de deveres sociais, familiares, e mesmo assim me apóia quando chego em casa todo “estragado”; aos amigos da Inconfidentes Pedalantes, que bravamente fazem do Randonneuring uma parte importante de integração que o ciclismo merece, pois é pela paixão que o esporte oferece, nos permitindo, de uma certa maneira, fazer parte de tudo isso!!! E claro: aos amigos que encontramos nessas provas, mantendo sempre essa amizade bacana!!! A todos, o meu muitíssimo obrigado!!! E que venham as próximas provas do clube, prestigiem!!!

Um grande abraço a todos,

Sempre,

Alessandro Martins.

PS: Ah, não podia esquecer, na boa conversa ao final, de trocas de experiências aprendi um monte de coisas, mas tinha que enfim saber o significado da hashtag que usei aqui na resenha… Afinal, vocês sabem o que significa #AERP!?!? Me perguntem, ou participem do próximo brevet!!! Top essa idéia, quem teve merece uma cerveja!!! Aliás, experimentei e fiquei com a camisa manga longa do clube, usarei com muito carinho!!!

Links:

Clube Randonneur Inconfidentes Pedalantes

BRM200 – BH – Alessandro Martins – Strava

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